quinta-feira, 25 de junho de 2009

O poder do silêncio

Fazia muito tempo que eu não postava nada aqui no blog, sem inspiração, tempo, paciência... todas estas desculpas servem para isso, hehehehe

Mas nesse movimento de não-escrever, houve algo importante... a contemplação do silêncio. Percebi que muito dos meus posts anteriores estavam cheios de dores-de-cotovelo, ressentimentos, de formulações mentais, mesmo sendo algo que refletia a mais profunda compreensão do que sentia de uma fase recente que estava passando. Quando eu conseguir superar esta fase e me abrir para o novo que a vida me trazia, veio junto a possibilidade de encontrar respostas no silêncio.

Com toda a correria do dia-a-dia, atribuições, tarefas, compromissos e ritmo de trabalho do mundo contemporaneo é difícil de encontrar a paz no meio deste caos.

Mesmo com a proximidade de amigos e familia, pessoas queridas que queremos sempre perto, parece que o que acontece é uma troca de macacos loucos, onde pensamentos e idéias pulam de mente em mente através das palavras e conversas. Isso alivia o caos, mas não o elimina. Isso também vale para escrever no blog, pois o exercício aqui é a tentativa de colocar em textos o que acontece em um mundo impermeavel as palavras.

A melhor maneira para limpar tudo e colocar ordem na casa é manter o silêncio interior. escutar o silêncio desperta! nos acorda do sono profundo e do sonambulismo em que nos encontramos.

Pensamento positivo pode trazer a paz e alegria, pensamentos negativos, os resíduos de pensamentos e sentimentos guardados pode nos trazer tristeza, mas apenas o não-pensamento nos traz o despertar.

E aqui estou eu, tentando escrever o silêncio...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Atitude Inovadora

Você toma uma atitude inovadora quando rompe com velhos padrões de comportamento e se dispõe a experimentar o novo, abandonando crenças e limitações para correr riscos e descobrir até onde pode ir.

Você toma uma atitude inovadora quando confia no fluxo da vida e percebe que, não importam os resultados obtidos, sempre vale a pena seguir na direção dos seus sonhos.

Você toma uma atitude inovadora quando aprende que a própria vida responde às questões que a ela são dirigidas, mas que é preciso saber olhar para ver. E descobre que todo problema tem solução e que há sempre um modo de dar a volta por cima sem desistir deles.

Você toma uma atitude inovadora quando desafia a sua zona de conforto e amplia a sua área de ação com coragem para assumir a responsabilidade dos seus atos. E segue adiante sem se omitir diante da vida.

Você toma uma atitude inovadora quando é capaz de se olhar no espelho e descobrir que a cada dia você se torna um pouco melhor. Quando aprende que a vida é uma descoberta contínua e que essa é a maior aventura.

Você exercita uma atitude inovadora quando...


...resolve mudar de vida e recomeçar no lugar onde sempre quis estar.


...faz uma relação de coisas que gostaria de mudar em você mesmo(a) e começa a reforma interior.


...fala o que pensa demonstrando os seus sentimentos com honestidade sem buscar aprovação.


...abre mão do orgulho, assume o seu amor e vai à luta daquela pessoa que você ama de verdade.


...descobre que não é preciso seguir padrões pré-estabelecidos para ser feliz.


...tem coragem para mudar o que não está funcionando na sua vida, mas sem simplesmente desistir, sem "chutar o pau da barraca".


...não deixa que opiniões de fora o(a) desencorajem.


...abre mão do conhecido e se joga no desconhecido para se aventurar na busca daquilo com que sempre desejou.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

As dores do amor

Existem duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de se tornar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar. É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita.

É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo. Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

E só então estaremos livres para poder amar de novo, que seja um novo amor ou até mesmo amar novamente a mesma pessoa!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Para viver um grande amor

Vinicius de Moraes - Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984.

Para viver um grande amor, é preciso muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo ; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Meditação: A revolução do século XXI

A palavra meditação vem do Latim, meditare, que significa Voltar-se para o centro no sentido de desligar-se do mundo exterior e voltar a atenção para dentro de si. Em sânscrito, é chamada dhyana, obtida pelas técnicas de dharana (concentração).

Meditação é a única revolução verdadeira, disse Krishnamurti.

Em tempo de caos é bom lembrar da história do Buda Shakyamuni que sendo príncipe e vivendo num suntuoso reinado, abandonou seu palácio para encontrar a verdade além dos muros da cultura do samsara.

Trazendo este exemplo para nós nos dias atuais, o que seria este palácio que devemos abandonar para fazermos a verdadeira revolução? Nosso conforto? Nossa "estabilidade"? Nossos desejos? Nossos sonhos? Nosso ego? Nossas paixões? Nossas idéias e compreensões do mundo?

Boa semana para todos...

domingo, 25 de maio de 2008

Maitreya

Maitri pode ser traduzido como “amor”, ou “bondade amorosa”. Alguns mestres budistas preferem “bondade amorosa” por considerarem a palavra “amor” muito perigosa. Mas eu prefiro o termo “amor”. Às vezes, as palavras adoecem, e nós temos que curá-las. A palavra “amor” tem sido usada como um termo correspondente a apetite, ou desejo, como em “eu amo hambúrgueres”. É necessário empregar o idioma com mais cuidado. “Amor” é uma palavra bonita, devemos recuperar seu significado. O termo maitri tem raízes na palavra mitra, que quer dizer amigo. No budismo, o principal significado de amor é amizade.

Todos nós possuímos as sementes do amor. Podemos desenvolver essa maravilhosa fonte de energia nutrindo o amor incondicional que nada espera de volta. Quando compreendemos uma pessoa no fundo do coração, inclusive alguém que nos feriu, não conseguimos deixar de amá-la. O Buda Shakyamuni mencionou que o Buda do próximo éon se chamará “Maitreya, o Buda do Amor”.

Thich Nhat Hanh em "Ensinamentos sobre o Amor".

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Perfeição Divina

É muito comum aos que começam a estudar os mistérios da vida se deparar com um dilema: Se devemos buscar a perfeição, por que Deus nos criou imperfeitos? Só pra sacanear? Uma resposta propagada pela Igreja Católica é que existimos para que possamos admirar a Deus. Afinal, deve ser muito chato ficar na eternidade sem ter ninguém pra bajulá-lo. Ora, isso é coisa de humanos! Deus É AMOR. Foi por amor que fomos criados, não sei exatamente por quem nem sei quando, mas sentir que Deus é isso é uma conseqüência natural ao usarmos nossa partícula Divina, que nada mais é que a nossa capacidade de amar.

Muitos a usam erroneamente, confundindo amor com paixão, tesão e outros buscam alguém que seja igual (a famosa cara-metade, ou alma gêmea) ou perfeitos. Ainda há aqueles que se assustam quando encontram alguem que pode provocar em si mesmo a verdadeira vontade de amar, pois o amor é um sentimento muito confuso quando não se tem a mente tranquila e o coração aberto, causa medo do futuro, insegurança, cobrança. Isso são reflexos do próprio eu, que não admite a diversidade, a diferença. É o Narcisismo, que é a paixão pelo próprio reflexo.

Poderia comparar o amor verdadeiro a alguém que planta uma mudinha de árvore. Ele cuida dela nos primeiros anos com carinho, rega, dá sustentação aos primeiros galhos, mas sabe que provavelmente não vai estar vivo para vê-la dar frutos. E não se importa. Ele sonha com ela grande, independente e frondosa; ele quer o melhor pra ela.

Assim é o amor de Deus, que nos fez "imperfeitos" para que possamos lapidar nossos corações com as emoções, tirar sujeira mental de nossa particula divina que em sua essência brilha como um diamante e seguirmos nosso caminho sem que esqueçamos de parar para admirar a paisagem. Afinal, de que adianta produzir "Deuses em série", infinitamente inteligentes e conseqüentemente iguais? (sim, pois não existiria nem divergência de opinião!)

É assim que procuro propagar o amor que Deus me deu. Cultivar não o que eu ache certo, mas alimentar a pessoa amada de informações e segurança para que ela, com seu discernimento, possa julgar o que seja certo. É, além disso, alimentar a dúvida a cada momento para que a pessoa amada tire suas próprias conclusões, ande com as próprias pernas, goste de suas próprias músicas, sonhe seus próprios sonhos... É como o plantador, que põe um gravetinho do lado da raiz da árvore, ainda fina, para que ela possa se sustentar na vertical. E com que alegria que ele o retira!

Ainda assim, esta é uma arte que precisa ser muito aperfeiçoada, pois certas plantas são muito, muito delicadas, e requerem um acompanhamento maior... outras te ferem com seus espinhos...

sábado, 10 de maio de 2008

A insanidade do tempo psicológico

Eckhart Tolle - O Poder do Agora

Não teremos qualquer dúvida de que o tempo psicológico é uma doença mental se olharmos para as suas manifestações coletivas. Elas ocorrem, por exemplo, na forma de ideologias como o comunismo, o nacional-socialismo ou qualquer nacionalismo, ou de sistemas rígidos de crenças religiosas, que atuam na suposição implícita de que o bem maior repousa no futuro e que, portanto, o fim justifica os meios. O fim é uma idéia, um ponto na mente projetado no futuro, quando a salvação, sob a forma de felicidade, satisfação, igualdade, libertação, etc., será alcançada. Muitas vezes, os meios para atingir o fim são a escravidão, a tortura e o assassinato de pessoas no presente.

Por exemplo, estima-se que cerca de cinqüenta milhões de pessoas foram assassinadas para promover a causa do comunismo e levar a um “mundo melhor” na Rússia, na China e em outros países! Esse é um exemplo terrível de como uma crença em um paraíso no futuro cria um inferno no presente. Resta alguma dúvida de que o tempo psicológico é uma doença mental séria e perigosa?

De que forma esse padrão mental opera em sua vida? Você está sempre tentando chegar a algum lugar além daquele onde você está? A maior parte do que você faz é apenas um meio para alcançar um determinado fim? A satisfação está sempre em outro lugar ou restrita a breves prazeres como sexo, comida, bebida e drogas, ou relacionada a uma emoção ou excitação? Você está sempre pensando em vir a ser, adquirir, alcançar ou, em vez disso, está à caça de novas emoções e prazeres? Você acha que, quanto mais bens adquirir, uma pessoa se sentirá melhor ou psicologicamente completa? Está à espera de um homem ou de uma mulher que dê um sentido
à sua vida?

No estado normal de consciência, o poder e o infinito potencial criativo do Agora estão completamente encobertos pelo tempo psicológico. Nossa vida perde a vibração, o frescor, o sentido de encantamento. Os velhos padrões de pensamento, emoção, comportamento, reação e desejo são encenados repetidas vezes, como um roteiro dentro da nossa mente que nos dá uma identidade, mas distorce ou encobre a realidade do Agora. A mente, então, desenvolve uma obsessão pelo futuro, buscando fugir de um presente insatisfatório.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Caminhada

Estou muito feliz com os verdadeiros amigos me ajudando e dando força, carinho e confiança nessa época difícil. Todos sabem o quanto sou recluso, mas ainda assim me procuram pra me tirar do marasmo. O conhecimento de como as coisas se processam "do outro lado" ajuda bastante a encarar as dificuldades com resignação para, quem sabe, virar o jogo no futuro. Ninguém é inocente, ninguém é vítima. Somos todos algozes em eterno aprendizado. Eu aprendi muito nesses meses, e ainda tenho muito que aprender. A primeira lição que vem sendo marcada a ferro e fogo no meu coração foi o desapego das coisas materiais e sentimentais. Nada é permanente. Temos que aprender a conviver com as mudanças. Nem sequer nossa vida nos pertence.

Achava que o amor desafiaria essa lógica budista. Se fosse verdadeiro, o amor sobreviveria a tudo. Mas transmuta-se, como tudo nesse mundo. É preciso que o espírito compreenda o amor em toda a sua extensão e suas diversas formas, para que apreenda a sua essência, seja como o amor de uma mãe, amor de filho, de marido, ou de verdadeiros amigos...

A essência das coisas não muda, pois é Divina, como bem antevia Platão. Portanto, faça o que fizer, pense na essência. Lute para que o que você estiver fazendo sobreviva ao tempo, pois só a essência dos atos permanece. O amor é energia sutil, mas poderosa. Precisa ser trabalhada, lapidada, como uma pedra preciosa, ou pode vir a converter-se facilmente em magoa, frustação, desprezo e por ultimo ódio. O amor constrói e o ódio destrói. Por isso a tríade de Brahman, o Absoluto, é incognoscível pelo homem. Em sua limitação, o homem somente percebe três aspectos de Brahman, que são: Brahma, o Criador, Vishnu, o Preservador e Shiva, o Destruidor. Brahma e Shiva são polaridades da mesma energia mental.

Assim como no Zoroatrismo, hoje estamos em eterna luta com nossas metades, a "boa" e a "má", até um dia percebermos que não existe bem ou mal, e sim ação e reação. É regra geral no universo que o que se faz tem retorno. É a colheita da qual nos falaram Jesus e Buda.

terça-feira, 8 de abril de 2008

A perfeita Harmonia

Quem possui a Grande Virtude é como uma pequena criança.
Os insetos venenosos não a picam.
Os animais selvagens não a atacam.
As aves de rapina não descem sobre ela.
Tem ossos frágeis e tendões flexíveis mas segura com firmeza.
Ignora seu sexo, mas possui a plenitude do estímulo e a perfeita vitalidade do seu esperma.
Pode chorar o dia todo e sua garganta não enrouquece porque está na Perfeita Harmonia.
Possuir esta Harmonia é conhecer o Eterno.
Conhecer o Eterno é ser iluminado.
Viver intensamente é abusar da vida e não traz felicidade.
Submeter com a mente o Sopro Vital leva à rigidez.
Quando as coisas chegam a seu extremo, começam a decair.
Isto é contrário ao Tao.
E o que é contrário ao Tao rapidamente encontra seu fim.

Lao Tse - Tao Te Ching - Cap. 55

Barra de vídeo

Loading...