As dificuldades do amor e dos relacionamentos
Eunice Ferrari
É sempre difícil e bastante complicado falar de amor e de relacionamentos, pois os temas envolvem sempre duas e, em algumas situações, mais de duas pessoas. Aprendemos muitas coisas sobre o amor, a maioria delas distantes do verdadeiro amor. Muitas pessoas, ainda em seu narcisismo, buscam desesperadamente sua alma gêmea, alguem que atenda seus desejos e necessidades, pois não suportam as diferenças indiscutíveis e maravilhosas que existem entre todos nós.
Com todas essas regrinhas que inventaram sobre o verdadeiro amor e a melhor forma de se relacionar, conseguimos apenas frieza e separações. O amor se torna impossível com tantas regras para cumprir, sem falar no narcisismo que impera em nossa civilização. Todo amor começa a partir da atração sensual. Às vezes inventamos algumas coisas para negar essa afirmação, para disfarçar esse fato, mas indiscutivelmente esse é o fato.
No início há romance, troca de promessas (normalmente impossíveis de serem cumpridas), sedução e, como toda paixão, é carregada de irrealidade. Nessa etapa você vê apenas uma parte da pessoa, não vê sua totalidade e isso faz com que você não viva a realidade. Com o passar do tempo as duas realidades começam a se manifestar, e é aí que se inicia uma outra etapa do relacionamento: quanto mais você conhece o ser amado, mais você entra em contato com a loucura - do parceiro e principalmente a sua própria loucura.
Nesse momento a raiva e todos os sentimentos negativos que você abriga dentro de seu coração, começam a aflorar. Pronto, a neurose está instalada. O tempo vai passando em meio a decepções e abraços, até que cada um se torna um hábito para o outro - o romance foi embora. O que fazer agora? O que era para me fazer mais feliz começa a me fazer infeliz. É nesse momento que o amor passa pelo maior dos testes: se é de fato amor verdadeiro, ele sobrevive, se não ele passará.
Se o amor existir, você deve lutar para que uma nova etapa comece e assim poderá amar ainda mais a pessoa que está ao seu lado. Mas para que isso ocorra, nesse momento é preciso aceitação. O amor é na verdade a união do seu mais profundo ser com o que há de mais profundo no outro. Há uma união no plano da alma, que está além da paixão e da personalidade.
Kahlil Gibran tem um poema que diz: "Deixem que haja espaços na união de vocês. E deixem que os ventos dos céus dancem entre vocês. Amem um ao outro, mas não tornem o amor uma obrigação. Ao contrário, deixem que ele seja um mar em movimento entre as praias de suas almas."
A partir de então o amor tende somente a se aprofundar. Mas estou falando de amor, por favor, não de tempo juntos, de cobranças, invasão e desrespeito. Falo do amor que respeita os limites do outro, onde cada um tem seu próprio espaço, seu próprio ritmo, seu próprio tempo, seu próprio gosto, sua própria vida e muitas vezes sua própria casa. Quando a cobrança começa a instalar-se em um relacionamento, o amor está fadado ao fim.
As pessoas que desejam verdadeiramente a felicidade devem traçar claramente seus objetivos e o outro deve aceitar ou não. É isso que chamo de aceitação. Não a submissão ou obediência - isso é oposto ao amor. Somente entre duas liberdades é possível ver o amor crescer. E se ambos, amor e liberdade, puderem lhe pertencer, você conseguiu conquistar com a pessoa amada o melhor que a vida pode oferecer.
É sempre difícil e bastante complicado falar de amor e de relacionamentos, pois os temas envolvem sempre duas e, em algumas situações, mais de duas pessoas. Aprendemos muitas coisas sobre o amor, a maioria delas distantes do verdadeiro amor. Muitas pessoas, ainda em seu narcisismo, buscam desesperadamente sua alma gêmea, alguem que atenda seus desejos e necessidades, pois não suportam as diferenças indiscutíveis e maravilhosas que existem entre todos nós.
Com todas essas regrinhas que inventaram sobre o verdadeiro amor e a melhor forma de se relacionar, conseguimos apenas frieza e separações. O amor se torna impossível com tantas regras para cumprir, sem falar no narcisismo que impera em nossa civilização. Todo amor começa a partir da atração sensual. Às vezes inventamos algumas coisas para negar essa afirmação, para disfarçar esse fato, mas indiscutivelmente esse é o fato.
No início há romance, troca de promessas (normalmente impossíveis de serem cumpridas), sedução e, como toda paixão, é carregada de irrealidade. Nessa etapa você vê apenas uma parte da pessoa, não vê sua totalidade e isso faz com que você não viva a realidade. Com o passar do tempo as duas realidades começam a se manifestar, e é aí que se inicia uma outra etapa do relacionamento: quanto mais você conhece o ser amado, mais você entra em contato com a loucura - do parceiro e principalmente a sua própria loucura.
Nesse momento a raiva e todos os sentimentos negativos que você abriga dentro de seu coração, começam a aflorar. Pronto, a neurose está instalada. O tempo vai passando em meio a decepções e abraços, até que cada um se torna um hábito para o outro - o romance foi embora. O que fazer agora? O que era para me fazer mais feliz começa a me fazer infeliz. É nesse momento que o amor passa pelo maior dos testes: se é de fato amor verdadeiro, ele sobrevive, se não ele passará.
Se o amor existir, você deve lutar para que uma nova etapa comece e assim poderá amar ainda mais a pessoa que está ao seu lado. Mas para que isso ocorra, nesse momento é preciso aceitação. O amor é na verdade a união do seu mais profundo ser com o que há de mais profundo no outro. Há uma união no plano da alma, que está além da paixão e da personalidade.
Kahlil Gibran tem um poema que diz: "Deixem que haja espaços na união de vocês. E deixem que os ventos dos céus dancem entre vocês. Amem um ao outro, mas não tornem o amor uma obrigação. Ao contrário, deixem que ele seja um mar em movimento entre as praias de suas almas."
A partir de então o amor tende somente a se aprofundar. Mas estou falando de amor, por favor, não de tempo juntos, de cobranças, invasão e desrespeito. Falo do amor que respeita os limites do outro, onde cada um tem seu próprio espaço, seu próprio ritmo, seu próprio tempo, seu próprio gosto, sua própria vida e muitas vezes sua própria casa. Quando a cobrança começa a instalar-se em um relacionamento, o amor está fadado ao fim.
As pessoas que desejam verdadeiramente a felicidade devem traçar claramente seus objetivos e o outro deve aceitar ou não. É isso que chamo de aceitação. Não a submissão ou obediência - isso é oposto ao amor. Somente entre duas liberdades é possível ver o amor crescer. E se ambos, amor e liberdade, puderem lhe pertencer, você conseguiu conquistar com a pessoa amada o melhor que a vida pode oferecer.

3 comentários:
Nossa! Há tempos não lia um texto tão profundo e verdadeiro...
Depois de um casamento de iams de quinze anos sem amor. Me vejo em um altual relacionamento onde procuro não errar uo pelo menos me equivocar menos para mantê-lo até onde eu posso, "aceso". Sobre o texto posso relatar: simples, curto e objetivo. André.
Verdadeiramente essas palavar,são as mais verdadeiras,que já lí,sobre o "amor..." o meu maior medo,é que o meu relacionante termine. Eu amo,muito meu namorado. Meu amor,sufoca tenho muito medo de perder... Meu ciúmes,correi minha alma. Dúvidas flutam no ar. E medo sempre vem.... Medo de perder... Medo que os futuros relacionamentos,terminem nesse fim. E numa ser feliz.... Preciso estudar muito,sobre o amor...
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